Os cafeicultores que aboliram o uso de agrotóxicos integram um grupo cada vez maior de produtores responsáveis pelo café 'carbono zero'. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) avalia que os cafés com certificados socioambientais já representam mais de 15% da produção brasileira, de 60 milhões de sacas por ano.
Por trás destes números, as histórias são extraordinárias. A qualidade do café produzido por agricultores familiares da Bahia abre portas para novos mercados. A Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio), sediada município de Seabra, conquistou os portugueses com o sabor da bebida. Apesar das dificuldades enfrentadas durante a pandemia, o café ingressou em Lisboa, no ano passado.
Há vários anos, o café produzido na Chapada Diamantina (BA) é reconhecido internacionalmente. Tão apreciado, o produto é exportado para o Vaticano e virou o café oficial do Papa Francisco.
O café consumido no Vaticano é 100% arábica, cereja descascado e orgânico, com pelo menos 85 pontos na escala da Sociedade Americana de Cafés Especiais (SCAA). A cada ano, são preparadas 30 sacas para o suprimento da sede da Igreja Romana.
Foto: Jonathan Borba_Unsplash

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