Resíduo de açaí vai dos lixões para a fabricação de cosméticos

Pesquisadora Ayla Sant'Ana e equipe responsável pelo estudo
No final da década de 90, a polpa do açaí passou a ser comercializada, em larga escala, nos mercados nacional e internacional. Desde então, o produto ganhou fama por suas propriedades antioxidantes e alto teor energético. Nos bastidores do bem sucedido comércio, porém, existe um dado alarmante: 1,1 milhão de toneladas de resíduos do fruto soterram os lixões. No que depender da pesquisadora Ayla Sant’Ana, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), este problema não vai persistir.

Os estudos mostraram que o resíduo do fruto pode ser transformado em biomassa perfeita para a produção de gomas espessantes, fármacos e precursores de vários produtos químicos. Neste processo, a semente do açaí é submetida à separação das frações líquida e sólida e tratamento da parte sólida. A semente tem uma grande quantidade do carboidrato manana, adequado à fabricação de cosméticos.

O resultado da pesquisa foi devidamente registrado no programa Patentes Verdes, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que prioriza ações de tecnologia com sustentabilidade. A pesquisadora já iniciou contato com empresas interessadas na utilização da biomassa. 

Fonte: Instituto Nacional de Tecnologia - Fotos: Fernando Frazão e Gervásio Baptista/Agência Brasil

Fukushima: Japão analisa opções para o descarte de resíduos radioativos

Um painel do governo do Japão declarou esta semana que as conversações sobre como deve ser feito o descarte de água radioativa utilizada na usina nuclear Fukushima 1 devem ser centradas em duas opções: nos oceanos ou no ar.

O painel de especialistas criado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria apresentou o esboço da proposta inicial.

A água utilizada para resfriar o combustível nuclear derretido no acidente de março de 2011 é tratada para que a maior parte das substâncias radioativas seja retirada, mas algumas partículas, como o trítio, não podem ser removidas. Ao todo, 1,2 milhão de tonelada de água contaminada encontra-se em tanques no complexo da usina, com a quantidade aumentando 170 toneladas por dia.

Uma das possibilidades para o despojo é misturar a água contaminada com água do mar para reduzir os níveis de radiação antes de descartar a mistura no mar.

A outra alternativa seria aquecer a água contaminada até cerca de mil graus Celsius, deixando o vapor resultante evaporar através do sistema de ventilação. Membros do painel também teriam avaliado três outras opções, descartadas por falta de viabilidade.

O painel chamou a atenção para o fato de que, independentemente de qual método seja implementado, a decisão irá impactar negativamente a imagem da região.

O governo irá levar em consideração a proposta do painel para redigir seu relatório sobre o problema, que será enviado ao governo, responsável pela decisão final sobre o método de despojo.

No entanto, o descarte da água contaminada no meio ambiente irá contar com uma forte oposição, principalmente de trabalhadores da indústria pesqueira e residentes locais.

Colapso - Em 2011, um tsunami causado por tremor de terra causou um colapso na usina nuclear de Fukushima, no Japão, gerando o maior desastre nuclear desde Chernobyl. Com o derretimento de três reatores nucleares, houve a maior liberação de radiação na água de que se tem registro, atingindo grande parte do Oceano Pacífico.


Fonte: Agência Brasil - Foto: Greg Webb/IAEA

Para substituir os transgênicos


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estabeleceu suas prioridades para a agenda de 2020. Entre elas, a edição genômica. A meta é dar andamento aos estudos com a técnica denominada tesoura genética por meio da qual é possível editar o DNA de plantas, animais e microrganismos. Os pesquisadores querem tornar a soja adaptada à seca e resistente à praga hematoide, que ataca a raiz.

A mesma técnica é usada para reduzir o problema do escurecimento do feijão. Com essa tecnologia, a Embrapa considera viável substituir os transgênicos. Isso vai impactar na questão de barreiras a alimentos que hoje não conseguem chegar à Europa por causa da transgenia. O plantio de soja convencional (não transgênica) cresce no Brasil. O mercado paga mais por ela, em razão da demanda europeia.

O pesquisador Celso Luiz Moretti deve permanecer no comando da Embrapa. Fonte: Agência Brasil 

Estudo confirma contaminação por lama da Samarco

Mariana e Barra Longa: áreas mais afetadas - Foto: Antonio Cruz/ABr

Concentrações de ferro, cádmio e cobre acima dos valores de referência estabelecidos pelos padrões de saúde no Brasil foram detectadas na poeira coletada dentro das casas em comunidades dos municípios de Mariana e Barra Longa (MG). As duas cidades são as mais afetadas pela lama que vazou da barragem da mineradora Samarco, após a ruptura ocorrida em novembro de 2015. A análise foi realizada pelas empresas Ambios e Technohidro, e os resultados incluídos no Estudo de Avaliação de Risco à Saúde Humana.

Além da poeira, foram encontrados níveis acima dos padrões nacionais em sedimentos e no solo para ferro, manganês, cádmio, alumínio e cobalto. Também foram analisados alimentos produzidos na região. Em frutas e tubérculos, arsênio foi encontrado em concentrações que extrapolam o recomendado. Já no ovo, constatou-se excesso de selênio. Os metais com maior número de amostras acima dos valores de referência foram o ferro, em 41 análises, e o manganês, em oito.

A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (17) pela Fundação Renova, entidade criada conforme acordo firmado em março de 2016 entre a mineradora, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Cabe à fundação reparar todos os prejuízos causados em decorrência da tragédia, na qual 19 pessoas morreram, comunidades ficaram destruídas e dezenas de municípios mineiros e capixabas situados na bacia do Rio Doce foram impactados pela poluição.

De acordo com a Fundação Renova, a presença de metais no ambiente é natural na região, que é conhecida como Quadrilátero Ferrífero. A entidade afirma que apenas o ferro e o manganês teriam correlação com o rompimento. Segundo ela, com exceção desses dois, os demais metais foram encontrados em níveis acima dos parâmetros recomendados apenas em amostras pontuais e, na maioria das vezes, fora da área atingida pelo rejeito.

"O relatório não recomenda limitação de atividades agropecuárias, do consumo de água tratada, nem a remoção de moradores", diz a fundação. A entidade afirma ainda que nas águas superficiais e nas águas utilizadas para consumo humano não foram identificadas concentrações acima dos valores de referência de saúde. Ainda de acordo com a fundação, os metais identificados são elementos de baixa absorção pela pele.

Para avaliar o estudo, a Fundação Renova convidou o médico Anthony Wong, que atua no Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, não há perigo para a população. "Do ponto de vista toxicológico, a quantidade e a concentração encontradas, em relação à vida humana e até animal, são quase insignificantes."

Wong explicou que mais de 80% da população do mundo é carente de ferro, mesmo comendo bem. A concentração no solo dessa região, como indica a própria atividade minerária, necessariamente vai ser alta. Mas essa concentração no solo não representa risco. "Só para se ter uma ideia, locais no estado de São Paulo têm o nível de ferro duas vezes maior do que o encontrado aqui. E não se pode dizer que a população paulista está intoxicada por ferro", disse.

Nos planos da Renova consta, entre outras ações, a realização de estudos epidemiológicos e toxicológicos para avaliar, por exemplo, a ocorrência de problemas respiratórios, de distúrbios mentais e de presença de metais no corpo dos atingidos. Um chamamento público será aberto para convidar pesquisadores do Brasil para apresentação de propostas.

Fonte: Agência Brasil

Crescimento Sustentável

As mudanças do clima são vetores de risco e também de novas oportunidades para os negócios. A maior parte das grandes empresas com atuação no Brasil enfrenta este desafio. Essa é a principal conclusão do estudo ‘Como as empresas vêm contribuindo para o Acordo de Paris’, elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.
O levantamento, realizado com o apoio do WWF-Brasil e CDP (Carbon Disclosure Program) América Latina, baseia-se nas respostas de 61 companhias brasileiras e multinacionais com operações no País.
Em sua segunda edição, a pesquisa mostrou que o entendimento dos impactos climáticos pela lente financeira tem contribuído para que as companhias materializem as oportunidades associadas. Ainda que de maneira estimada, em 2018, elas reportaram oportunidades que representam impactos financeiros positivos de US$ 123,7 bilhões, com um investimento necessário para materializá-las de US$ 17,5 bilhões. 
Enquanto os riscos apresentaram impactos negativos de US$ 45 bilhões. “Ou seja, há uma justificativa empresarial clara para investimento em soluções que contribuam para a descarbonização da economia”, afirma Marina Grossi, presidente do Conselho.

RESULTADOS DO ESTUDO: 
◇ 83% identificam riscos associados às mudanças climáticas.
◇ 85% identificam oportunidades associadas às mudanças climáticas.
◇ 93% integram mudança do clima à estratégia de negócios.
◇ 68% fazem uso de cenários climáticos.

Fonte: Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável

STF valida lei que proíbe testes em animais pela indústria de cosméticos

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional dispositivos da lei do Estado do Rio de Janeiro que proíbem a utilização de animais p...