Laboratório Sismológico da UFRN registra tremores de terra ocorridos na Bahia


Diversos tremores de terra que ocorreram na Bahia, neste domingo e segunda-feira, foram registrados pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O sismo de maior magnitude (4.6), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos e o Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo ocorreu às 10h44 UTC (7h44, hora local). 

O impacto foi sentido principalmente nas regiões do Recôncavo baiano, Baixo Sul e Vale do Jequiriçá. Os municípios atingidos foram Amargosa, Conceição do Almeida, Santo Antônio de Jesus, Varzedo, Muritiba, São Miguel das Matas, Laje, Nazaré, Cruz das Almas, São Felipe, Jaguaquara, Valença, Presidente Tancredo Neves, Gandu e Itatim. 

Nesta segunda-feira (31), às 06h42 UTC (3h42, hora local), mais um tremor de terra (magnitude preliminar 3.5) ocorreu na região. Esse evento em específico foi sentido em Amargosa e municípios próximos. O Laboratório Sismológico segue monitorando e divulgando toda a atividade sísmica da região Nordeste em tempo real. 

Vivo produzirá própria energia com fontes renováveis em todas as regiões do País


A Vivo passará a produzir sua própria energia. Por meio do modelo de geração distribuída, a empresa utilizará fontes renováveis de origem solar (61%), hídrica (30%) e de biogás (9%). A iniciativa abrange todas as regiões do País, com usinas operando em 23 estados além do Distrito Federal.


O projeto responderá por mais de 80% do consumo da Vivo em baixa tensão, atendendo mais de 28 mil unidades da empresa, como lojas, torres, antenas, equipamentos de telecomunicações e escritórios. Além de contribuir com o meio ambiente por ser renovável e de baixo impacto, a medida vai gerar economia anual importante nos gastos com energia.

“A geração distribuída busca consolidar o modelo de negócio sustentável da Vivo baseado em fatores ambientais, sociais e de governança. Adicionalmente, a iniciativa reafirma nosso compromisso em manter um consumo de energia 100% renovável e impulsiona a eficiência”, resume o vice-presidente de Finanças da Vivo, David Melcon.

Foto: Marcello Casal Jr

MPF cobra do Incra compromisso para redução do desmatamento na Amazônia


O Ministério Público Federal (MPF) adotou uma série de medidas para cobrar do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) o cumprimento de compromissos assumidos para a redução do desmatamento e para a regularização socioambiental dos assentamentos na Amazônia Legal.

Os compromissos foram estabelecidos em termo assinado em agosto de 2013, que estabelecia prazo de até sete anos para o cumprimento das obrigações. Vencido o prazo, o Incra não cumpriu a maioria dos itens do acordo.

Entre os compromissos não cumpridos estão os que previam que seria providenciado, para todos os assentamentos, licenciamento ambiental, inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e no Programa de Regularização Ambiental (PRA), e a criação de equipe especial de fiscalização do desmatamento em assentamentos da Amazônia.

Segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de agosto de 2019 a julho deste ano 24,6% do desmatamento na Amazônia ocorreu em áreas de assentamento. O desmatamento em assentamentos só não foi maior que o ocorrido em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, responsáveis por 56% do desmatamento na região nos últimos 12 meses.

O MPF realizou cobranças do cumprimento dos compromissos no Amazonas, no Pará, em Rondônia e no Acre. No Amazonas, no Pará e em Rondônia o MPF ajuizou ações com pedidos para a execução judicial dos compromissos. Foi pedido à Justiça Federal que obrigue o Incra a promover o licenciamento ambiental dos assentamentos e as inscrições no CAR e no PRA no prazo de um ano, apresentando, a cada três meses, a comprovação do atendimento de ao menos 25% das obrigações.

Fonte: MPF - Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Nível do mar avança e causa prejuízos em Ilhéus

Moradores da zona norte de Ilhéus bloquearam a pista de acesso ao Litoral Norte, na manhã desta sexta-feira (21), para reivindicar ações eficazes da Prefeitura Municipal no controle dos danos causados pelo avanço do mar na região. O grupo já havia realizado uma manifestação na quinta-feira (20), pelo mesmo motivo.

"As casas estão caindo, famílias ficando sem teto, a água entrando pela frente e pelo fundo. Estamos desesperados precisando de ajuda", disse Mirailton Santos, dono de barraca de praia. A força do mar já derrubou casas, arrancou coqueiros e removeu pedras usadas em contenções feitas pela comunidade.

Em resposta à cobrança da comunidade feita em sucessivos protestos, a Prefeitura de Ilhéus criou um Comitê Deliberativo para tratar sobre as ações de contenção do avanço da maré no Litoral Norte do município, com especial atenção às praias de São Miguel e São Domingos. Também foi decretada situação de emergência nestas áreas em razões dos danos causados pela erosão costeira. 

O comitê começa a atuar, nesta segunda-feira (dia 24) como órgão de assessoramento e articulação do município no enfrentamento do processo natural de erosão marinha causada pela construção do Porto do Malhado, levando em conta prejuízos econômicos e socioambientais. O grupo de trabalho tem metas de prevenção, monitoramento, controle e enfrentamento do avanço da maré.

Foto: Reprodução da TV Santa Cruz

Consulta pública contribui para ampliar a logística reversa de latas de alumínio

O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Frente Parlamentar para Reciclagem, abriu consulta pública sobre a proposta do Termo de Compromisso, que será firmado sobre o assunto. As contribuições podem ser feitas até 18 de setembro. A iniciativa traz uma série de benefícios com ganhos ambientais significativos.

Um dos objetivos é elevar a meta para 95% de reciclagem do material. Hoje, não há uma meta específica para as latas de alumínio para bebidas, e, sim, uma meta global de lixo seco reciclável que é 30%. Além disso, a proposta traz inovação e aperfeiçoamento da logística reversa (reinserção do material descartado na cadeia produtiva) de latas, como a criação de uma entidade gestora baseada em experiências internacionais, garantia da capacidade de compra do volume de lata coletada, apoio a cooperativas com orientações sobre boas práticas e investimento em educação ambiental.

Nos últimos anos, cerca de 25 bilhões de latas de alumínio para bebidas foram recicladas, equivalente a 320 mil toneladas. Cada lata reciclada poupa 95% do consumo de energia, se comparado com o gasto de produção de uma nova. Com isso, se reduz as emissões de gases de efeito estufa além de poupar recursos naturais nobres como a bauxita (minério utilizado para a produção de alumínio).

Além do ganho ambiental, o termo de compromisso fortalece o apoio aos catadores que tiram do alumínio o seu sustento. Hoje, mais de 800 mil famílias vivem da reciclagem desse tipo de material. Com o termo de compromisso, as indústrias de reciclagem vão garantir a compra de todo material coletado, a preço de mercado. Os catadores também terão orientações sobre boas práticas. Além disso, serão implementadas ações concretas para melhoria da renda dos catadores, com soluções tecnológicas e aumento de produtividade. 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente


Sanhaço é típico da Mata Atlântica; adora comer flores de eucalipto

Plumagem do sanhaço é cinzenta, ligeiramente azulada. Ele habita áreas abertas com árvores, plantações e áreas urbanas. Alimenta-se de frutos, folhas, flores de eucalipto e insetos. Nome científico: Thraupis sayaca. 

Fonte: Aves na Mata Atlântica - Votorantim Celulose e Papel - Foto: Celso Paris

Primeiro-ministro busca indenização por danos ambientais de navio japonês nas Ilhas Maurício


O primeiro-ministro das Ilhas Maurício, Pravind Jugnauth, anunciou nesta quarta-feira (12) que está buscando indenização dos proprietários do navio japonês Wakashio, responsável por derramamento de óleo - após encalhar nas águas rasas da ilha do Oceano Índico.

Esforços urgentes continuam sendo feitos para retirar quase 1 tonelada do combustível que vazou. Administração pública e voluntários atuam na limpeza das áreas atingidas e também para esvaziar o navio. O primeiro-ministro disse que as Ilhas Maurício exigem compensação pelos extensos danos ambientais.

Fonte: Republic of Mauritius - Fotos: Mauritius Sun Covered by Instagram

Monitoramento de radiação de urânio na água está finalmente disponível online

Dados sobre o monitoramento ambiental da radiação de urânio nos reservatórios de água das comunidades de Caetité e Lagoa Real (BA) finalmente passam à categoria de informação pública. A partir de agora, estão disponíveis no site das Indústrias Nucleares do Brasil (www.inb.gov.br), atendendo a uma solicitação do Ministério Público Federal.

O relatório apresenta os níveis de radiação pré e pós-operacional da Unidade de Concentração de Urânio, única em atividade no país, situada na região de Caetité (BA). Só assim a comunidade poderá acompanhar a variação nos níveis de radiação nos fluxos da água em poços subterrâneos, barragens e açudes. Também conferir as matrizes atmosféricas (poeira e chuva), entre 1989 e 2018. Com base em resultados de 2018, a INB informa que não houve impacto nas matrizes aquáticas monitoradas.

A Província Uranífera de Lagoa Real reúne 38 depósitos de urânio com alto grau de pureza; 17 desses depósitos foram pesquisados e são reconhecidos como jazidas. Em 2020, a jazida do Engenho é preparada para entrar em operação.  A jazida Cachoeira já se exauriu. 

Fontes: MPF e INB - Foto: INB

Geração de energia eólica alcança recorde no Nordeste, registra ONS

Agosto trouxe bons ventos para a geração de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou no Nordeste recorde diário de geração eólica de 8.780 MW médios. Foi o primeiro recorde de geração média do ano. A energia gerada seria suficiente para abastecer, naquele momento, o equivalente a 99,7% da demanda da região Nordeste.

Em um momento em que se discute como será o mundo após a pandemia de coronavírus, especialistas esperam uma aceleração do esforço global para uma economia de baixo carbono. A sociedade tende a buscar um modelo econômico que garanta qualidade de vida no planeta.

Segundo a coordenadora do Programa de Pesquisa “Finanças Sustentáveis” no Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, Annelise Vendramini há uma tendência de aumento dos investimentos em fontes renováveis e negócios sustentáveis, beneficiando tecnologias de produção de energia eólica, fotovoltaica, hídrica, em detrimento de fontes fósseis. 

Fonte: OMS e Abeeólica - Foto: Ari Versiani

Deputados pedem proteção ao meio-ambiente para gerar crescimento no País

Deputados defenderam nesta quinta-feira (6) a proteção ao meio ambiente como forma de garantir o crescimento econômico do País. Trata-se do grupo responsável pela seleção de projetos da pauta ambiental para votação no Plenário da Câmara. Em debate on-line promovido pelo jornal Estadão, os parlamentares criticaram a falta de articulação do governo federal no setor.

O deputado Enrico Misasi (PV-SP) ressaltou as possibilidades econômicas da floresta de pé. "Há uma série de mecanismos modernos, financeiros – como serviços ambientais e emissão de títulos verdes – que trazem o agro, o mercado financeiro e os investidores internacionais para essa ideia de incentivar positivamente. Nós temos riquezas naturais absurdas e podemos enriquecer com isso", ressaltou.

Misasi também comentou o trabalho executado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que tem tomado a frente de negociações e decisões referentes à área ambiental no governo. Para o deputado, a preocupação é que haja "duas cabeças no governo": de um lado, o Ministério do Meio Ambiente, e de outro, Hamilton Mourão e os militares. Misasi defendeu mais coordenação.

Os parlamentares foram questionados a respeito do projeto que cria a Lei Geral de Licenciamento Ambiental (PL 3729/04), em análise na Câmara há 16 anos e alvo de polêmica. Essa é uma das propostas que poderão ser votadas em Plenário neste segundo semestre.

Segundo Alessandro Molon (PSB-RJ), ainda falta uma rodada de conversa com o grupo, que também quer um licenciamento mais eficiente, porém não com "regras mais frouxas".

Para Molon, os deputados sabem que a lei atual também tem furos. Ele citou os desastres de Mariana (MG) e Brumadinho (MG), que aconteceram com as atuais regras de licenciamento. Se não houver cuidado, na opinião do parlamentar, acidentes ainda mais graves poderão acontecer após mudanças impensadas.

Fonte: Agência Câmara 

Relatório mostra falhas no combate ao tráfico de animais silvestres

Relatório divulgado pela organização não governamental (ONG) Traffic mostra que o Brasil precisa intensificar o combate ao tráfico de animais silvestres. De acordo com o documento Wildlife Trafficking in Brazil (Tráfico de Vida Selvagem no Brasil, em tradução livre), o país precisa desenvolver estratégia eficaz de combate a esse crime.

Elaborado por duas especialistas, Juliana Machado e Sandra Charity, o relatório aponta falhas na coleta e o compartilhamento de dados a respeito do tráfico de animais silvestres. Ainda segundo o estudo, essa modalidade de crime tem influência nos setores ambiental e econômico.

“Especialistas em vida selvagem são unânimes em afirmar que a captura descontrolada de animais e plantas para o tráfico tem sérias consequências na biodiversidade do Brasil, na economia nacional, no Estado de Direito e na boa governança", registra o documento.
 
Entre as recomendações das autoras estão o desenvolvimento de estratégia de combate ao tráfico de animais silvestres e a melhora na qualidade de coleta de dados, gestão e compartilhamento dessas informações entre as instituições.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

STF valida lei que proíbe testes em animais pela indústria de cosméticos

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional dispositivos da lei do Estado do Rio de Janeiro que proíbem a utilização de animais p...