Máscaras reutilizáveis são distribuídas gratuitamente à população de Salvador


Com objetivo de minimizar a transmissão do coronavírus, a Prefeitura de Salvador deu início à distribuição gratuita de máscaras de tecido que podem ser lavadas e reutilizadas. Nesta quinta-feira (dia 30), a entrega foi realizada no Largo dos Paranhos, em Brotas. Estiveram presentes o prefeito ACM Neto; o comandante do 2º Distrito Naval, André Luiz Silva Lima; e equipe técnica.

De acordo com o prefeito, a meta é distribuir três milhões de máscaras no total em toda a cidade. Além das principais estações de transbordo – Lapa, Mussurunga, Pirajá e Acesso Norte –, há outros 80 pontos de distribuição do material. Desde o último dia 27, está em vigor o decreto que determina a obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte público e em veículos com mais de uma pessoa.

A expectativa é de que, a partir da próxima semana, sejam entregues também kits com duas máscaras em cada cesta básica distribuída pela Prefeitura, além da entrega específica deste equipamento de proteção individual para ambulantes e para as comunidades, através dos Núcleos de Proteção e Defesa Civil.

Foto: Jefferson Peixoto/Secom


As mais graves acusações contra a China feitas durante o ciclo da pandemia


Reportagem: João Fellet 
BBC News Brasil em SP 

Impulsionado por políticos de direita — e mesmo alguns de esquerda — nos EUA, o discurso que culpa o governo da China pela eclosão da pandemia do novo coronavírus tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil.

Entre as críticas mais comuns, e que encontram diferentes graus de respaldo entre especialistas, estão a de que a China demorou para alertar o resto do mundo sobre a gravidade da covid-19 e a de que Pequim maquia suas estatísticas sobre a doença.

Muitas vezes, os argumentos se misturam com alegações de caráter conspiratório rejeitadas por estudiosos — como a de que o coronavírus Sars-CoV-2 foi criado em laboratório e serviria a um interesse de Pequim em dominar o mundo.

Ecoados por algumas autoridades brasileiras — entre as quais o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) —, os questionamentos às atitudes de Pequim se tornaram um problema diplomático para o Brasil.

A Embaixada da China em Brasília rebateu as críticas de Weintraub e Eduardo, e coube ao presidente Jair Bolsonaro telefonar para o colega chinês, Xi Jinping, para tentar botar panos quentes.

Parte das críticas à China se baseia no tempo que Pequim levou para compartilhar com o resto do mundo as informações iniciais sobre o surto.

Segundo a agência Associated Press, em 14 de janeiro, o dirigente de um órgão sanitário chinês disse ao governo central em Pequim que o vírus Sars-CoV-2 poderia ser transmitido entre humanos e que todas as localidades precisavam se preparar para uma epidemia.

Seis dias depois, no entanto, o governo da China afirmou publicamente que o vírus apresentava baixo risco para humanos.

Na época, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chancelou a avaliação de Pequim: em 23 de janeiro, o órgão disse que era "muito cedo para falar de uma emergência de saúde pública de alcance internacional".

Segundo um estudo da Universidade de Southhampton, no Reino Unido, se a China tivesse adotado suas medidas restritivas uma semana antes, o novo coronavírus teria infectado 66% pessoas a menos no mundo até o fim de fevereiro.

E se as medidas tivessem sido adotadas três semanas antes, os casos teriam sido reduzidos em 95%.

O mesmo estudo, porém, elogiou a abrangência das ações ordenadas por Pequim para conter o vírus, entre as quais a proibição de viagens, o isolamento de infectados, o fechamento de escolas e o cancelamento de eventos públicos.

Segundo os autores, caso as medidas tivessem sido adotadas uma semana depois, a pandemia teria atingido uma escala três vezes maior até o fim de fevereiro.

Censura

Críticos da resposta chinesa à covid-19 também citam a censura sofrida por pessoas que se manifestaram na cidade de Wuhan no início do surto.

Há forte controle estatal sobre as redes sociais na China, e o regime conduzido pelo Partido Comunista costuma reprimir críticas sobre temas políticos sensíveis, além de perseguir dissidentes.

Em dezembro, o oftalmologista Li Wenliang enviou uma mensagem a colegas alertando sobre um vírus com sintomas semelhantes ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e sugerindo que usassem roupas de proteção ao lidar com infectados.

Li foi orientado pelo Departamento de Segurança Pública a assinar uma carta em que era acusado de "fazer comentários falsos" que "perturbaram severamente a ordem social".

Posteriormente, Li adoeceu com covid-19, e autoridades locais lhe pediram desculpas pela reprimenda. Em fevereiro, o médico morreu, gerando uma onda de revolta entre internautas chineses.

Para o coletivo Chuang — grupo comunista crítico ao que considera o "capitalismo de Estado chinês" —, a resposta inicial de Pequim expôs suas incapacidades "a um número crescente de pessoas (chinesas) que anteriormente teriam aceitado a propaganda do governo sem questionamentos".

"As pessoas estão começando a ver que o Estado é formado por funcionários e burocratas desonestos que não têm ideia do que fazer ", disse o grupo em um artigo publicado em seu site.

Semanas antes da morte do médico, o prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, já havia renunciado ao admitir falhas na divulgação de informações iniciais sobre o vírus.

Segundo Zhuou, 5 milhões de pessoas deixaram Wuhan dias antes da imposição da quarentena, o que contribuiu para o espalhamento do vírus para outras partes da China e do mundo.

Postura oficial de Pequim

Apesar da admissão de falhas pelo prefeito de Wuhan, autoridades em Pequim têm negado que a China demorou a relatar o surto.

Nas entrevistas coletivas organizadas pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, jornalistas estrangeiros que abordam o tema costumam receber uma resposta padrão.

"Nós reportamos os casos para a comunidade internacional, compartilhamos a sequência genômica do vírus e promovemos cooperação internacional para conter o vírus no prazo mais rápido possível", disse Geng Shuang, porta-voz do ministério, em resposta a um dos últimos questionamentos sobre o tema.

Outra crítica comum à China diz respeito à confiabilidade dos dados sobre mortos e infectados pela doença no país.

Até a segunda-feira (27/4), a China reportou cerca de 84 mil casos e 4,6 mil mortes pela doença, uma fração dos índices divulgados por outros países com população bem menor que a chinesa.

Na Itália, por exemplo, houve 200 mil casos e 27 mil mortes. Nos EUA, foram um milhão de casos e 60 mil óbitos.

A discrepância fez com que muitos questionassem se Pequim não estaria escondendo os dados reais para vender uma imagem de sucesso no combate à pandemia.

Na semana passada, um estudo publicado por pesquisadores de Hong Kong na revista científica Lancet estimou que o número de casos de covid-19 na China poderia ser quatro vezes maior que o divulgado.

Os autores analisaram as mudanças metodológicas na forma com que a China contabiliza as ocorrências e estipularam quantos casos teriam sido registrados se os critérios atuais tivessem sido adotados desde o início.

Em meio aos questionamentos, o governo chinês revisou seus dados em 17 de abril e elevou em 50% o número de mortes por covid-19 em Wuhan.

O governo atribuiu a mudança à demora em reportar casos ou a falhas para registrá-los, mas negou a intenção de esconder a dimensão do surto.

Especialistas apontam, porém, que há subnotificação de casos em vários outros países, ainda que ela não seja intencional.

No Brasil, por exemplo, um estudo feito em abril pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de Brasília (UnB) estimou que, por causa da falta de testes, o total de brasileiros infectados poderia ser até 15 vezes maior que o anunciado.

Origem do vírus

Outras críticas que têm sido feitas à China têm menos respaldo científico. É o caso, por exemplo, da afirmação de que o novo coronavírus teria sido propositalmente criado no Instituto de Virologia de Wuhan.

O instituto estuda alguns tipos de coronavírus presentes em morcegos e fica a cerca de 14 km do mercado em Wuhan inicialmente apontado por autoridades chinesas como a origem do surto.

A hipótese, porém, é considerada improvável pela maioria dos cientistas que a avaliaram.

Em artigo publicado em fevereiro na Lancet, cientistas de vários países afirmaram que há sólidas evidências de que o vírus surgiu entre animais selvagens.

Em outro artigo, na revista Nature Medicine, pesquisadores disseram que o patógeno é 96% semelhante a um tipo de coronavírus presente em morcegos e bem diferente dos coronavírus conhecidos por afetar humanos.

Segundo os autores, caso tivesse sido criado em laboratório para infectar nossa espécie, o vírus teria sido construído com base nos coronavírus conhecidos por afetar humanos, e não morcegos.

Outras versões dizem que um pesquisador chinês teria se infectado no laboratório ao manusear um morcego, dando origem à propagação da doença entre humanos. Ou seja, o coronavírus teria ultrapassado os limites do laboratório como resultado de um acidente.

Essas teorias citam acidentes que teriam ocorrido no mesmo laboratório no passado. Em uma dessas ocorrências, citada pelo jornal Wuhan Evening News, um pesquisador teria se infectado ao manusear a urina de um morcego em 2012, tendo depois passado 14 dias em quarentena.

As teorias também citam relatórios diplomáticos obtidos pelo jornal The Washington Post. Segundo os relatórios, diplomatas americanos que visitaram o laboratório de Wuhan em 2018 se disseram preocupados com a segurança das instalações.

Virologistas consideram, no entanto, que é muito mais provável que a transmissão do vírus para humanos tenha ocorrido fora do laboratório.

Isso porque a população rural da região convive intensamente com animais selvagens por meio da caça e do comércio ilegal — e, diferentemente de pesquisadores em laboratório, não os manuseiam com equipamento de proteção.

Críticas de Trump
O discurso que culpa a China pela pandemia foi impulsionado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que chamou várias vezes o novo coronavírus de "vírus chinês".

Trump disse que seu governo investigaria a origem do surto e suspendeu os repasses financeiros dos EUA à OMS, acusando-a de falhar na resposta à pandemia e de ser favorável à China.

Em 1º de abril, a agência Bloomberg publicou que agentes de inteligência dos EUA entregaram à Casa Branca um relatório no qual afirmam que as estatísticas de covid-19 apresentadas por Pequim são falsas. O relatório não foi divulgado.

Já o governo chinês diz que, ao criticar Pequim, os EUA tentam desviar o foco de suas próprias falhas na resposta à pandemia.

A posição é compartilhada por vários analistas políticos americanos, para quem Trump tem acirrado seu discurso anti-China para viabilizar sua reeleição no fim do ano.

As críticas a Pequim, porém, têm extrapolado o campo político do presidente.

"Não sabemos a extensão da cumplicidade do governo chinês na difusão do vírus, e talvez nunca saibamos por causa de seus ocultamentos e controle da informação", disse Ed Markey, senador do Partido Democrata — que faz oposição a Trump — ao site Vox.

Provável rival de Trump na eleição de dezembro, o ex-vice-presidente Joe Biden, também do Partido Democrata, divulgou um comercial em que acusa o presidente de ter sido frouxo ao lidar com a China sobre a pandemia.

"Eu ligaria para a China e seria claro: 'Nós precisaremos estar no seu país. Vocês têm de ser abertos. Vocês precisam ser transparentes. Nós precisamos saber o que está acontecendo'", diz Biden no vídeo.

Outros políticos do partido, porém, têm adotado outra postura, dando menos ênfase a eventuais falhas da China e priorizando as críticas a Trump, lembrando que o presidente inicialmente minimizou a gravidade da doença.

Em entrevista recente à CNN, Bill Gates, um dos mais influentes empresários americanos, disse que não é hora de apontar eventuais erros dos chineses.

"A China fez muitas coisas certas no começo, assim como qualquer país onde um vírus surgisse primeiro. Eles poderão olhar para trás e dizer que algumas coisas faltaram", afirmou.

Segundo Gates, enfocar a responsabilidade da China agora dificultaria a busca de soluções para a crise, como o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a covid-19.

O discurso se assemelha ao de Jim O'Neil, presidente da Chatham House, influente centro de debates e pesquisas em Londres.

Em artigo recente, O'Neil escreveu que, para muitos governos, "culpar a China parece uma estratégia para tirar as atenções de sua própria falta de preparo".

"Em um momento em que a prioridade global deve ser organizar uma resposta coordenada abrangente às crises sanitária e econômica desencadeadas pelo coronavírus, esse jogo de culpa não é só improdutivo como perigoso", concluiu.

Fonte: BBC News Brasil - Fotos: Lucas Vasques on Unsplash

Além dos pulmões: Estudo mostra que coronavírus infecta os neurônios

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) confirmaram que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos. Os pesquisadores vão investigar agora de que modo o funcionamento dessas células nervosas é alterado pela infecção. O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A constatação ocorreu por meio de experimentos in vitro, ou seja em cultura de células, pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da covid-19 em laboratórios de referência. Segundo o professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza, coordenador da pesquisa, a partir desse primeiro resultado, o grupo vai comparar as proteínas e metabólitos das culturas celulares antes e depois da infecção pelo novo coronavírus. Dessa forma, será possível observar como o padrão das moléculas muda e então tentar explicar como o vírus age no sistema nervoso central.

“A primeira parte do trabalho era ver se o vírus pode entrar nessas células. A resposta é sim, os vírus entram nos neurônios. O que a gente vai fazer agora é o uso das ferramentas de química analítica que a gente tem e, com uma técnica chamada espectrometria de massas, a gente consegue monitorar moléculas nas células, como proteínas, metabólitos e como os lipídios, por exemplo, que são as moléculas de gordura”, explicou Martins-de-Souza.

Segundo o coordenador da pesquisa, em curto prazo, a previsão é que, com o estudo, seja possível entender o que o vírus faz quando está dentro de um neurônio. “Esse é o segundo passo e o mais importante do nosso trabalho porque é aí que a gente vai conseguir entender e até responder qual é o problema de o vírus entrar na célula”.

O pesquisador ressalta que é cedo para conclusões clínicas, mas afirma que a infecção dos neurônios pelo vírus traz a possibilidade de mais riscos aos pacientes. “A gente começou a observar na literatura a aparição de sintomas neurológicos em pacientes. Mas, antes disso até, um dos primeiros sintomas que aparecem em pessoas acometidas pelo coronavírus é a perda de olfato – anosmia –, que é algo mediado pelo sistema nervoso”, disse.

“O fato de haver anosmia, os pacientes apresentarem sintomas neurológicos e já ter alguns estudos saindo, mostrando algumas lesões observadas pós-morte no cérebro de pacientes com covid-19, pode sugerir que, se o vírus de fato chegar ao cérebro, ele pode ser prejudicial para o paciente, mas ainda é muito cedo para afirmar tudo isso”, explicou. Martins-de-Souza reforçou que essa é uma hipótese a ser testada pelos pesquisadores.

Fonte: Agência Brasil 

Mais de 6 mil profissionais de saúde foram contaminados pelo coronavírus

O vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Diogo Leite Sampaio, disse nesta quarta-feira (29) que pelo menos 6 mil profissionais de saúde já foram contaminados por coronavírus no País. Segundo ele, a contaminação dos médicos gera não apenas a perda da força de atendimento, como o aumento da contaminação. “O profissional de saúde contaminado passa a ser vetor de transmissão”, alertou.

No Amazonas, por exemplo, são 400 profissionais contaminados, o que significa 10% do total de casos. Em Pernambuco, 1.300 profissionais - 25% dos casos. Ele informou ainda que a entidade já recebeu mais de 3.300 denúncias de falta de equipamentos. Até o momento, as máscaras (N95 e PFF2) representam 86% das queixas. Ele ressaltou ainda a falta de álcool em gel nas unidades de saúde, que representa 35% das queixas.

Diogo Sampaio participou da reunião da comissão externa da Câmara dos Deputados sobre ações de combate ao coronavírus no Brasil. Secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, o coronel Antônio Elcio Franco Filho também participou da reunião e disse que, para a falta de álcool em gel, há solução alternativa - pias com água e sábado. Ele salientou que a cobertura de vacinação para a gripe Influenza está baixa entre os médicos e pediu que os testes rápidos disponíveis sejam utilizados prioritariamente pelos profissionais de saúde.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Em Juazeiro, pias ganham espaço urbano para evitar o coronavírus

À medida em que os novos casos de Covid-19 elevam a curva de contaminação em todo o País, os municípios buscam soluções eficazes para evitar a propagação do coronavírus. Na Bahia, são 2.646 casos confirmados da doença e o registro oficial 97 óbitos. Diante da gravidade deste quadro e sua subnotificação, o município de Juazeiro (550 Km de Salvador) iniciou a instalação de pias em áreas públicas, para facilitar a higienização das mãos com água e sabão líquido.

Neste início de semana, foram instaladas três pias em locais que concentram maior fluxo de pessoas na Praça Barão do Rio Branco, área bancária da cidade. A previsão do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE/Juazeiro) é de implantar o equipamento em outras áreas da cidade, nos próximos dias. As pias coletivas são abastecidas com água da rede de abastecimento e sistema de esgotamento.

Na Região Metropolitana de Recife, o município de Cabo de Santo Agostinho, também deu início à instalação de pias para intensificar o combate ao novo coronavírus. 

Fotos: 1. Juazeiro/Divulgação e 2. Jackson Costa/Divulgação

Anvisa libera realização de testes da Covid-19 em farmácias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça (dia 28), a realização em farmácias dos testes rápidos para o diagnóstico do novo coronavírus. Dessa forma, a testagem deixa de ser exclusiva de hospitais e clínicas. Precisará ser feita e analisada por um profissional de saúde qualificado para o serviço. O exame auxilia no diagnóstico, mas o seu resultado não será incluído na contagem oficial de casos, uma vez que pode apresentar o resultado "falso negativo". O termo teste rápido vem sendo popularmente usado para o exame imunocromatográfico para anticorpos (IgM e IgG), indicado a partir de sete dias após o início dos sintomas. Fornece o resultado entre 10 e 30 minutos.

A Anvisa assinala que o diagnóstico de Covid-19 não pode ser feito por uma avaliação isolada do resultado obtido com o teste rápido. No estágio inicial da infecção, falsos negativos são esperados, em razão de baixos níveis dos anticorpos e antígenos. É importante que o resultado seja interpretado por um profissional de saúde, considerando as informações clínicas, sinais e sintomas do paciente (tosse, mal-estar, febre, perda do olfato, falta de ar etc). Com a liberação, a Anvisa pretende ampliar  o acesso da população ao diagnóstico da Covid-19, ao mesmo tempo em que reduz a demanda pelo serviço em clínicas e hospitais da rede pública, altamente demandados durante a pandemia.

O setor de medicina diagnóstica é contra a realização de testes rápidos devido à grande quantidade de falsos negativos nessa modalidade de exames. No início do mês, o Reino Unido devolveu à China milhares de testes por falta de eficácia na aplicação.

Fonte: Anvisa - Fotos: Leopoldo Silva

Lavódromo social para a higiene das mãos e combate ao coronavírus

Boletins diários da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador mostram como o novo coronavírus avança em direção às comunidades e acendem o alerta para a necessidade de intensificar os cuidados, a fim de conter a transmissão da doença. Por isso, a Rede Solidariedade encontrou um recurso prático para a higiene das mãos: o lavódromo social. A base é um galão de 20 litros, adaptado para fornecer água. Ao lado, é fixada uma pequena garrafa com sabão líquido. Isso facilita aos moradores dos bairros de Sussuarana e Novo Horizonte a higienização das mãos principalmente após descer dos ônibus ou sair do supermercado. 

Foto: Rede Solidariedade

Túnel de Desinfecção oferece segurança aos profissionais de saúde

Reativado para acolher, exclusivamente, pacientes que tenham sintomas graves da Covid-19, o Hospital Espanhol reiniciou os atendimentos nesta quarta (dia 22) com um equipamento inovador, que oferece mais segurança aos profissionais de saúde. Trata-se do Túnel de Desinfecção, projetado e desenvolvido pelo Senai Cimatec, na capital baiana.

O diretor de Operações do Senai Cimatec, Luis Alberto Breda, explicou que o equipamento possui estrutura de alumínio, com tubulação de PVC e bicos aspersores que fazem o processo de nebulização de uma solução de hipoclorito. “Ao final do seu turno de trabalho, o profissional de saúde passa pelo túnel, um corredor com 2,5 metros de extensão, ainda utilizando o seu Equipamento de Proteção Individual. Feita a desinfecção, estará liberado para retirar o EPI com maior margem de segurança”, disse.

O equipamento foi desenvolvido sob a supervisão do infectologista Roberto Badaró, pesquisador chefe do Instituto de Tecnologia da Saúde do Senai Cimatec. O Hospital Espanhol foi cedido pela justiça federal para o governo baiano em março. Volta a operar com 220 leitos, sendo 80 leitos clínicos e 140 de UTI. 

Foto: Secom

Médico baiano morre após se tratar com Hidroxicloroquina

Sindicância da Secretaria da Saúde da Bahia vai apurar responsabilidades no descumprimento do protocolo para uso combinado das substâncias hidroxicloroquina e azitromicina, no município de Ilhéus, onde o médico Gilmar Calazans Lima, de 55 anos, faleceu, segunda-feira (dia 20). De acordo com as normas estabelecidas para uso da cloroquina no Estado, o paciente somente poderia ter acesso à medicação se estivesse internado.

Diagnosticado com a Covid-19, Gilmar Lima utilizou hidroxicloroquina em casa, durante quatro dias. Chegou a apresentar melhora, mas teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, informou hoje (dia 22) que a pasta vai apurar como a medicação foi liberada ao paciente. O protocolo da Sesab limita o remédio a quem está internado exatamente para minimizar os riscos.

Um dos estudos realizados no Brasil sobre o uso de cloroquina para pacientes com sintomas do novo coronavírus foi interrompido depois que 11 pessoas morreram. Os pesquisadores descobriram que uma dose alta do medicamento pode levar a quadros severos de arritmia ou batimentos cardíacos irregulares. Outras análises continuam sendo feitas pela comunidade científica, sem resultado conclusivo até agora. Foto: Pina Messina (Unsplash)

OMS faz alerta para riscos do consumo de álcool durante a quarentena

Medidas restritivas ao comércio de bebidas alcoólicas deveriam ser implementadas por governos e empresas, durante a quarentena pelo coronavírus. Além do consumo excessivo de álcool reduzir a imunidade, também pode ocasionar conflitos. Esta é a recomendação da Organização Mundial da Saúde para os países que enfrentam as drásticas consequências da pandemia.

Em comunicado oficial, a OMS declarou que “medo e desinformação geraram um mito perigoso de que bebidas com alto teor alcoólico podem matar o coronavírus. Não matam". Em todo o mundo, cerca de 3 milhões de pessoas morrem todo ano devido ao uso abusivo de álcool. Consumir bebidas alcoólicas durante um período de isolamento pode, ainda que de forma não intencional, estimular comportamentos de risco, diz a OMS no comunicado. No Brasil, algumas redes de supermercados registraram aumento de 20% na venda de bebidas alcoólicas, desde o início da quarentena. Foto: Sara Cervera (Unsplash)

Produtores rurais investem em laboratório para testes da Covid-19


O Brasil é um dos países que menos testam no mundo, embora seja o 14° mais afetado pela pandemia do coronavírus. A subnotificação abre extenso fosso entre os dados estatísticos oficiais e a realidade da infecção no País, o que preocupa os produtores de algodão da região de Barreiras (BA) e motivou uma série de ações emergenciais. Tanto que o laboratório da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) vai receber – até o dia 17 - os insumos necessários à realização de testes e diagnósticos para a Covid-19.

A Bahia é o segundo maior estado produtor nacional de algodão, com uma safra de 1,5 milhão de toneladas do produto/ano, além de produzir a pluma de melhor qualidade no Brasil e a segunda melhor do mundo.

Reunidos na Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), os cotonicultores doaram R$ 370 mil para a aquisição de insumos que serão utilizados no processamento de testes do coronavírus. Isso permitirá que o laboratório seja reestruturado e certificado. O reitor da UFOB, Jacques Miranda, comemorou o investimento. Futuramente, o laboratório será destinado ao diagnóstico de patologias como Dengue, Zika e Chicungunya, e para doenças e pragas nas lavouras, informa o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato.

Os produtores baianos também destinaram R$ 500 mil para aquisição de materiais de proteção para os profissionais que trabalham do Oeste da Bahia, como máscaras, luvas e álcool gel. 

Fonte: Abapa Fotos: Tchelo Figueiredo e Abapa

Indústria do Vestuário e Condomínio Têxtil fazem doações a hospitais da Bahia

Os hospitais da rede pública da Bahia começaram a receber, nesta quinta-feira (3), 2,5 mil conjuntos de roupas para médicos e enfermeiros e 3,5 mil para pacientes. As peças de vestuário são produzidas por empresários baianos do setor de confecções, a partir de uma parceria que reúne as Secretarias do Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Planejamento (Seplan), o Sindicato da Indústria de Vestuário (Sindvest) e o Condomínio Bahia Têxtil.

A iniciativa vai ajudar a suprir a demanda durante o combate à pandemia do coronavírus. A ação contribui, ainda, para manter as 25 empresas participantes em atividade. No total, serão confeccionados 61 mil itens (lençóis, camisolas, calça tipo pijama, camisa e toalhas de banho para uso hospitalar). As novas demandas e a crise forçam a indústria a se reinventar. O presidente do Sindvest, Hari Hartmann, conta que máscaras em poliéster dry (microfibra) também já começaram a ser produzidas no Condomínio Bahia Têxtil. 

Fonte: Fieb - Foto: Divulgação

STF valida lei que proíbe testes em animais pela indústria de cosméticos

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional dispositivos da lei do Estado do Rio de Janeiro que proíbem a utilização de animais p...