Santander, Bradesco e Itaú lançam plano para a Amazônia

O Santander vem adotando uma série de iniciativas para promover uma economia de baixo carbono. No último dia 22, deu mais um passo importante nessa direção. Em parceria com o Bradesco e o Itaú, lançou o Plano Amazônia, um documento que reconhece a importância da contribuição do setor financeiro para o  desenvolvimento sustentável da região e estabelece dez medidas concretas que os três maiores bancos privados do país se comprometem a adotar conjuntamente.

A Amazônia abriga a maior floresta tropical do mundo e sua proteção é considerada estratégica para a segurança e qualidade de vida em nosso planeta. No manifesto assinado pelas instituições, foram priorizados três focos estratégicos: apoio à conservação ambiental e desenvolvimento da bioeconomia; investimento em infraestrutura sustentável; e contribuição para a garantia dos direitos básicos da população.

As ações envolvem o estímulo a iniciativas que busquem atrair investimentos em infraestrutura e produção sustentáveis e a adoção de diligências para evitar o fluxo de capital para atividades ilegais e predatórias. Confira abaixo os compromissos:  

1. Atuar visando o desmatamento zero no setor de carnes, reforçando diligências internas, apoiando a transição e articulando empresas e associações para a criação de um compromisso setorial;

2. Estimular as culturas sustentáveis (exemplos: cacau, açaí, castanha) por meio de linhas de financiamento diferenciadas, entre outras ferramentas financeiras e não financeiras;

3. Estimular o desenvolvimento de infraestrutura de transporte (exemplo: hidroviário) com metas ambientais, em troca de condições diferenciadas (exemplos: funding, exigências e parceiros);

4. Viabilizar investimentos em infraestrutura básica para o desenvolvimento social, tais como: energia, internet, moradia, saneamento;

5. Fomentar projetos que visem o desenvolvimento econômico e a conservação por meio de ativos e instrumentos financeiros de lastro verde, como por exemplo: pagamento por serviços ambientais (PSA), CBIOs e créditos de carbono;

6. Incorporar os impactos das mudanças climáticas nas políticas de crédito e investimentos de longo prazo, além de dar transparência em nossos reportes;

7. Ampliar o alcance de negócios que promovam a inclusão e orientação financeira na região;

8. Articular e apoiar a implantação do sistema informatizado de registro de regularização fundiária;

9. Articular a criação de um fundo para atores e lideranças locais que trabalhem em projetos de desenvolvimento socioeconômico na região;

10. Atrair investimentos que promovam parceiras e o desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a bioeconomia.

Foto: Daniel Sessler via Unsplash

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