Pacientes portadores de câncer que contraíram o coronavírus e foram tratados com uma combinação de medicamentos incluindo a hidroxicloroquina têm três vezes mais chances de morrer do que os demais que tomaram um dos medicamentos sozinhos, afirmaram pesquisadores norte-americanos nesta quinta-feira (28).
Resultados preliminares sugerem que os médicos podem se abster de prescrever a hidroxicloroquina - utilizada em combinação com o antibiótico azitromicina para o tratamento da malária. Os pesquisadores pedem mais estudos antes da utilização desta substância no combate à Covid-19.
"O tratamento com a hidroxicloroquina e a azitromicina estão fortemente associados com o risco elevado de morte", afirmou o Dr. Howard Burris, presidente da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês), em conversa com jornalistas sobre os resultados.
Inicialmente, acreditava-se que a combinação de medicamentos poderia ajudar os pacientes de Covid-19, mas dados recentes colocaram o protocolo em dúvida. O presidente Jair Bolsonaro é um dos entusiastas do uso da cloroquina contra o coronavírus, o que gerou confronto e se tornou um dos motivos para demissão de dois ministros da Saúde (Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich), em plena pandemia.
Os achados preliminares, que serão apresentados nesta semana em uma reunião científica virtual da Asco, mostram que a combinação apresenta risco significativo para pacientes com câncer.
"Tomar a combinação garante um risco três vezes maior de morte em 30 dias e de qualquer causa", disse o Dr. Jeremy Warner, do Sistema Médico da Universidade Vanderbilt.
Com Agência Brasil

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