As imagens que mostraram as dramáticas consequências das chuvas em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro deixam alerta aos administradores públicos e à sociedade sobre as medidas necessárias para reduzir, no Brasil, o impacto de eventos climáticos extremos.
Para o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, o engenheiro florestal, André Ferreti, o fenômeno é resultado de dois fatores conjugados: mudanças climáticas e desenvolvimento desordenado das grandes cidades.
As metrópoles são ilhas de calor; a canalização dos rios agrava o cenário; ocorre a ocupação de leitos de rios e a utilização de áreas inapropriadas para construção das casas. Áreas que recebiam o excedente de água e tinham capacidade de funcionar como uma esponja foram impermeabilizadas com concreto e asfalto.
Para reduzir as consequências das chuvas intensas, Ferreti aponta soluções que permitam o armazenamento da água e outras que possibilitem maior permeabilidade do solo. Piscinões, galerias pluviais e o sistema de drenagem não foram dimensionados para esse volume tão grande de água em um período muito curto de tempo.
O especialista sugere ações para tornar o solo mais permeável com praças, arborização urbana, áreas verdes, telhados verdes etc. “Podemos ter cisternas, que coletam essa água da chuva evitando rápido escoamento para esses pontos mais baixos e, ao mesmo tempo, permitindo que os moradores possam utilizar essa água para diversos fins”, defende.
Com Agência Brasil e Foto: Defesa Civil MG

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